Powered By Blogger

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Roteiro - Guerra na Filosofia

CURTA: “GUERRA NA FILOSOFIA”
José Jacó Moreira dos Santos.


CENA I

DATASHOW:
“O sono da razão produz monstros”.

(A razão está dormindo ao lado da liberdade após um banquete. Durante o sono da razão, surgem os monstros ‘ignorância’ e ‘fanatismo’. Ambos os monstros ameaçam destruir a liberdade que num vislumbre do sono percebe o plano dos inimigos. A liberdade acorda totalmente e toma em suas mãos o cetro da razão e dispara raios que desmoralizam e derrotam as monstruosidades do sono da razão).

CENA II

DATASHOW:
TEXTO:
“Numa galáxia de idéias não muito distante...”
“GUERRA NA FILOSOFIA”
GUERRA! Nas entranhas do imaginário humano do século XVIII, a Liberdade vence uma árdua batalha contra a Ignorância e o Fanatismo. O resultado dessa batalha interfere diretamente nas relações humanas, pois o poder que outrora era exercido de maneira infundada pela vontade de um único homem agora haverá de ser exercido pelo Soberano.
Numa universidade qualquer, dois filósofos, Hobbes e Nietszche estão destinados a encontrar-se para travar uma batalha que definirá o destino da humanidade...

CENA III.

INÍCIO

O mestre Thomas Hobbes solicitou uma audiência com a deusa Justiça após um ataque sorrateiro contra a Liberdade. Esse ardil confabulado pela Ignorância e Fanatismo abalou a comunidade científica, bem como a segurança dos valores considerados até agora como verdades absolutas.
THOMAS: Saudações ó venerável Justiça, deusa do equilíbrio, da força e da cegueira.
JUSTIÇA: Saudações! Espero que tenhas um bom motivo para invocar-me, haja vista que não tenho andado muito acessível aos homens ultimamente.
THOMAS: Perdão, entretanto o assunto que me faz refletir acerca da integridade de vós, deusas das verdades, não é de pouca monta.
JUSTIÇA: Duvidar de nossa integridade? Ora, diga logo então, meu jovem!
THOMAS: É fato que há algum tempo, a eminente deusa Liberdade sofreu um ataque duplo e inesperado de dois malefícios surgidos das profundezas da selvageria humana.
JUSTIÇA: Ora, e quem seriam estes corvos errantes?
THOMAS: A Ignorância e o Fanatismo.
(As Deusas expressam pânico e cochicham).
JUSTIÇA: Silêeeencio! (Justiça bate a espada no chão). Bom, parece-me que o assunto realmente requer nossa atenção. Diga-me, qual é nossa real situação!
THOMAS: Temo que a circunstância possa se agravar ainda mais. No século XVIII, período em que esses derradeiros empenharam o ataque, a Liberdade ainda estava forte, Corada! descansava ao lado da poderosa razão.
JUSTIÇA: Sim, sim, no entanto o que descreve os relatos que li é que razão estava a dormir e sequer levantou-se do leito para lutar.
THOMAS: Porém, vossa magnificência há de concordar que foi graças ao luminoso cetro da razão que a Liberdade venceu a batalha e saiu ilesa.
JUSTIÇA: Ah sim... o CETRO DA RAZÂO! E onde está essa arma agora?
THOMAS: Neste momento o cetro da razão foi renegado pelos filósofos.
JUSTIÇA: Mas isso é um ultraje! E quem são esses ignorantes que ousam negar a razão?  
THOMAS: Por enquanto apenas um, mas muitos virão se não tomarmos providências... Chamam-no de...
NIETZSCHE: FRIEDRICH NIETZSCHE!
(As Deusas entram novamente em pânico e cochicham).

PARTE 1
“O Contratualismo”

THOMAS: Não acredito que teve audácia de adentrar a casa das verdades, tu! Cético como és.
NIETZSCHE: Não vim aqui pelas pompas, não quero que tais verdades me adulem... vou varrer da face da terra essas crenças inúteis em verdades absolutas de sentidos vazios!
THOMAS: Não enquanto eu ainda estiver aqui para detê-lo!!!!
(Os dois iniciam uma luta com espadas, depois se distanciam).
NIETZSCHE: O conhecimento é grande em você, jovem filósofo mas não usa a seu favor!
THOMAS: Jamais me unirei a suas teorias perversas.
NIETZSCHE: Para quê você luta? Pela humanidade? O homem não terá salvação enquanto ainda estiver debaixo das asas da razão... O benefício do homem não é ser um fim e sim um meio. O homem é uma corda estendida entre o macaco e o super homem... perigosa travessia, arriscado tremer e parar...
THOMAS: Ora, não me faça rir. Os problemas da humanidade são perfeitamente neutralizados com o meu contrato social...
NIETZSCHE: Ah o seu contrato social... fale-me sobre ele.
THOMAS: O contrato social que vindico é justificado pela natureza sombria do homem. Neste contrato social todos os homens entregam sua liberdade ao soberano para que assim deixe o homem de ser o lobo de si mesmo.
NIETZSCHE: É triste como desperdiça inteligência com algo tão vil. Por trás de um acordo entre homens sempre há a vontade de poder e sempre faz a vontade daquele que engendra.
THOMAS: Mesmo que haja a vontade de poder entre os homens, ainda que alguns sejam mais fortes ou mais inteligentes do que outros, nenhum se ergue tão acima dos demais.
NIETZSCHE: Sim... exatamente assim que deve ser... cada um de nós tem direito a tudo, e uma vez que todas as coisas são escassas, existe uma constante guerra de todos contra todos! Vence o mais forte, pois nem tudo é para todos. Se o for, é comum.
HOBBES: Nããããoo! (nova luta, Hobbes ataca, pausa). Os homens têm um desejo, que é também em interesse próprio, de acabar com o estado de guerra, e por isso formam as sociedades entrando num contrato social com o objetivo de atingir a igualdade e Justiça.
NIETZSCHE: Hahahaha... Tolo! Justiça nada tem a ver com imparcialidades, sendo nada mais que a imposição de vontades. Esse contrato social que tanto defendes não passa de um ato de violência, tão logo se detenha o poder para tal!
HOBBES: Mentira! Cada um de nós coloca sua pessoa e sua potência sob a direção suprema da vontade geral, da vontade do Soberano! (Hobbes ataca, pausa).
NIETZSCHE: O soberano é uma farsa! A origem do Estado não é uma convenção. O estado traz sua origem terrível sendo uma criação da violência e da conquista.
HOBBES: O Contrato Social propõe um estado ideal, justo e libertário, resultante de consenso e que garanta os direitos de todos os cidadãos.
NIETZSCHE: O poder dá o primeiro direito e não há direito que no fundo não seja arrogância, usurpação e violência. Desista dessa batalha vã e una-se ao meu pensamento. Venha para o lado niilista da filosofia!
HOBBES: Nãããão!!!! (Hobbes ataca e mudam o cenário).

PARTE 2
“Niilismo, a negação”

NIETZSCHE: Você repudia o niilismo porque desconhece o verdadeiro sentido dessa filosofia, deixe-me mostrar-te!
HOBBES: Se eu desconheço o que é niilismo, diga-me você, que é então?
NIETZSCHE: Para você que ainda desconhece a noção, ersinar-lhe-ei primeiramente o que é niilismo passivo. Trata-se da negação de todos os valores.
HOBBES: Ah sim, então uma transvaloração de valores, algo como substituição de certos valores para outros.
NIETZSCHE: Não!!! Absolutamente não. O niilismo não espera recompensas pois isso é um desperdício da força vital em algo vão. De início, devemos nos opor aos preceitos socráticos e principalmente a moral cristã.
HOBBES: Mas o que propões é um absurdo! (novo ataque).
NIETZSCHE: Verás logo que tenho razão. Com o niilismo não se promove a criação de qualquer tipo de valor, já que ela é considerada uma atitude negativa.
HOBBES: Bem, já que falou em niilismo passivo, criando essas suas denominações, parece que existem outras nomenclaturas...
NIETZSCHE: E há! Existe tambem o niilismo ativo, esse é o completo e puro. Entretanto o único niilista ativo que existe sou eu...
HOBBES: Ora seu presunçoso! (ataque).
NIETZSCHE: Graças ao meu niilismo aguçado pude constatar as verdade acerca do Estado. Este, que tu chamas soberano, não passa de um cão hipócrita que agrada-lhe falar fumegando e uivando, para fazer crer, como tu, que fala saindo das entranhas das coisas.
HOBBES: E esta não é a verdade? Poderia o homem viver sem a convenção, sem moral, sem Deus, sem liberdade?
NIETZSCHE: deus está morto! E a liberdade parece ser o grito predileto desse cão de fogo chamado Estado. Mas como pode haver liberdade, como pode haver ausência de servidão, de submissão ou determinação se os entregam sua liberdade a este leviatã, a este soberano que não passa de uma fantasia.
HOBBES: Como podes dizer tamanho absurdo! És um lunático!
(Hobbes ataca Nietzsche ferozmente e é mortalmente ferido e cai para aguardar o golpe de misericórdia).
(Deitado). HOBBES: E o que o homem é para tu, ó nilista perfeito? Um nada? Um saco de ossos e carnes que fica ali a espera do inevitável?
NIETZSCHE: Não! O fim não está na negação dos valores pois no momento em que o homem nega os valores de Deus, deve aprender a ver-se como criador de valores. No instante em que entende que não há nada de eterno após a vida, deve aprender a ver a vida como um eterno retorno: sem isto, o niilismo será sempre um ciclo incompleto...
(Música do eterno retorno)

PARTE 3.
“O exílio dos paradigmas”.

JUSTIÇA: Senti um grande distúrbio no conhecimento. Parece que o terrível Nietzsche venceu. O contratualismo está morrendo e nós, deuses e deusas da verdade morreremos também.
RAZÃO: Devemos sair desse lugar e recorrer ao exílio, fomos derrotados.
LIBERDADE: O que virá agora após a nossa derrocada? É o fim de modernidade.... Será um período sombrio de pós-modernidade...
(Todas as verdades saem do grande salão).

PARTE 4
“Uma nova esperança”.

(Nietzsche chega na sala em busca das verdades a fim de exterminá-las. Não mais nada. Depois de uma reflexão tira a roupa de Darth Vader e remexe os livros na mesa. A câmera focaliza vários alunos na sala de aula e Nietzsche inicia uma aula de filosofia sugerindo a reflexão a seguintes frases:)
“Só sei que nada sei” e “ O mais corajoso dos homens nem sempre tem a coragem de afirmar aquilo que sabe de certeza...”

Roteiro - Aposentadoria do Super Mário

CURTA – APOSENTADORIA DO SUPER MÁRIO.



(Cena 01 – Introdução)

Cenas da introdução do Mário 64. (Mário piscando).
Cenas do jogo super Mário bros 1984.

(cena 02 – Vida medíocre)

Câmera filma uma casa (Rafael). Letreiro: “Numa cidade muito, muito distante”.
Mário desfruta sua poltrona navegando entre canais inóspitos da TV. Princesa chega e reclama:

PRINCESA

Mário, onde está a mini pizza que deixei separada pro almoço?

MÁRIO

Não sei do que você está falando.

Princesa continua com um tom agressivo

PRINCESA

Ah, não sabe!? Pois bem. Talvez você saiba onde iremos parar com essa sua inutilidade! Olha só, contas, contas e contas! Nem a comida que tento racionar você respeita! E o almoço?? Como é que fica agora??

MÁRIO

Ah! Vá se ferrar!!

Ela atira as folhas com fúria e começa a gritar.

PRINCESA

Nunca pensei que terminaria minha vida assim, com um “banana” como você!!

Princesa sai com um andar áspero, aos prantos até chegar ao seu quarto. Ainda aos lamentos, lembra de quando Mário, seu herói, a salvou das garras do terrível Koopa. Em sua lembrança, cenas do final do jogo.
Mário entra no quarto e vai até seu guarda roupa, pega uma caixa e tira um cogumelo. Mário profere algumas injúrias e desce pelo cano.

MÁRIO

Eu tô de saco cheio dessas suas reclamações! Eu vou pra rua!

Princesa sai do quarto em direção a porta e impede sua saída.

PRINCESA

Amor, pelo amor de Deus!! Vai em busca de seus direitos, vai se informar sobre sua aposentadoria...  A gente tá na miséria!

MÁRIO

Eu... eu... não quero saber disso... ainda posso trabalhar!

Mário sai rapidamente e pula no cano. (barulho do jogo, Mário descendo pelo cano).
Aparece a imagem do jogo na fase dentro do cano.

FIM DA PRIMEIRA CENA.

CENA 03 – Desespero da princesa.

Princesa ainda nervosa sai de casa e liga para Luigi.

PRINCESA.

Iggi! Preciso muito da sua ajuda.

LUIGI

Sim querida, você sabe que estou sempre aí pra você. Mas qual é o problema?

PRINCESA

É o Mário. Eu acho que ele já tem direito adquirido pra se aposentar mas ele não se anima pra fazê-lo!

LUIGI

Humm... Vou ver o que posso fazer querida...

PRINCESA

Ah, obrigado... você é um amor... bye bye!

CENA 04 – Informações de Luigi.


Mário está encostado na parede. Sozinho, ele decide usar um cogumelo para crescer. Neste instante, uma velhinha que passava pela rua tem sua carteira roubada.

VELHINHA

Ladrão!! Pega ladrão!!!

O gatuno segue e choca-se com Mário que, infelizmente tem seu tamanho reduzido.

MÁRIO

Filho da puta!!!

Nesse instante, Luigi surge por detrás do muro.

LUIGI

Ei Mário! Qual é brother!? O que te aflige?

MÁRIO (Voz de lamento)

Desde que derrotamos o Koopa, minha vida perdeu o sentido. O mundo real é um martírio... não consigo sustentar nem sequer minha casa!

LUIGI

Bom, seus problemas acabaram! Eu tenho toda a informação que você precisa pra dar entrada em seu pedido. Entretanto, vou lhe explicar como funciona a previdência. Ouça:
A Previdência Social funciona como uma empresa de seguros do governo, você paga um valor mensal para poder usufruir dos benefícios oferecidos. Mas na questão da aposentadoria, existem modalidades oferecidas pelo governo, tais como:
Aposentadoria por idade
Modalidade de aposentadoria destinada aos trabalhadores urbanos contribuintes da Previdência Social com 65 anos, no caso de homens, e 60 anos no caso de mulheres. Para trabalhadores rurais, os limites de idade diminuem 5 anos para ambos os sexos (homens, 60 anos, e mulheres, 55 anos).
Aposentadoria por invalidez
Benefício destinado a trabalhadores incapacitados de trabalhar por motivo de acidente ou por doença, como é o seu caso.
Aposentadoria por tempo de contribuição
Este benefício pode ser requerido por quem pode comprovar pelo menos 35 e 30 anos de contribuição, no caso de homens e mulheres respectivamente. Pode, também, ser requerido proporcionalmente: os homens poderão requerê-la aos 53 anos de idade e 30 de contribuição, enquanto as mulheres aos 48 anos de idade e 25 de contribuição. Os valores não são os mesmos para trabalhadores inscritos até 28 de novembro de 1999. Se for o seu caso, consulte o site da Previdência Social.
Aposentadoria especial
Benefício exclusivo aos profissionais que trabalharam em condições prejudiciais à saúde ou à integridade física.

MÁRIO

Mas existe previdência social aqui em Tangamandápio?

LUIGI

É claro que não. Na verdade, você deve ir até a cidade do Contestado e para isso precisa de um taxista!

MÁRIO

Então vamos encontrar algum.

FIM DA CENA

CENA 05 – O TAXISTA.

Mário e Luigi chegam ao ponto de taxi.

TAXISTA

Ei Brothers, como vão os cogumelos?

Dá-se um aperto de mão com estilo.

LUIGI

Ei, seu puto, meu brós aqui, o Mário quer se aposentar.

TAXISTA

Mas que Mário??

LUIGI

Hahaha... aquele que te pegou atrás do armário.

Todos riem.

TAXISTA

Muito bem, se é aposentaria que desejam é o que terão! Só que vai custar 80 mangos.

MÁRIO

Meu Deus, tudo isso?

TAXISTA

Sim, claro... preciso pagar manutenção do carro e tal.

LUIGI

Chorão!

TAXISTA

É pegar ou largar...

MÁRIO

Tá, que seja então... vamos embora.


FIM DA CENA 05.


CENA 06 – CHEGADA A PREVIDENCIA.

Mário, Luigi e taxista chegam até o prédio da previdência. Descem do carro e Mário pergunta sobre como entrar, senha, etc.

MÁRIO

Ei! Como eu faço agora? É só chegar lá e ir direto às atendentes?

TAXISTA

Não. Você deve pegar uma senha e aguardar até ser chamado.

MÁRIO

Ok, vamos entrar!

Mário vai para a calçada e a câmera o filma no estilo “2 D”. Ele segue até a porta e pára. A porta se abre, Mário olha para cima e entra. (música tema do castelo).
Dentro do prédio Mário vai até a caixa “?” e pega uma senha. Depois de algum tempo, é finalmente atendido.

ATENDENTE

Posso ajudar?

MÁRIO

Não sei, talvez sim talvez não.

ATENDENTE

Certo, o que o senhor precisa mesmo?

MÁRIO

Preciso de muitos e muitos cogumelos! Por hora, entretanto, gostaria de solicitar minha aposentadoria.

ATENDENTE

O senhor é trabalhador autônomo?

MÁRIO

Antônimo? Não, não... Não trabalhei com esse aí, só com o Luigi!

ATENDENTE

Senhor, se não colaborar vou ser obrigada a chamar os seguranças!

Mário, descontrolado pega a lixeira, (nela tem um ponto de interrogação), tira uma flor de seu interior e coloca por entre a roupa. A câmera treme, corta a cena (Mário troca a roupa vermelha para branca) e começa a jogar bolinha de papel na atendente. Neste instante, vem um segurança e o rende. A Câmera treme novamente e corta a cena (Mário diminui de tamanho e troca a roupa branca para a vermelha).

ATENDENTE

Olha, meu caro, acalme-se. Eu preciso de seus documentos pessoais, tempo de contribuição etc. Por acaso o senhor trouxe os documentos?

MÁRIO

Sim, sim, está aqui.

Mário tira os documentos de dentro da caixa do “?” e entrega.

ATENDENTE

Certo, então vou lhe explicar como funciona: Bom, o senhor vai se aposentar por invalidez que é um benefício destinado a trabalhadores incapacitados de trabalhar por motivo de acidente ou por doença, como é o seu caso. Quebrou tantos tijolos com a cabeça que sofreu um colapso. Se der entrada em seu pedido agora, receberá em sua conta o benefício em 30 dias.

MÁRIO

Mas que beleza! Muito obrigado senhora atendente coadjuvante!

Mário pega suas coisas e sai. 30 dias depois.

CENA FINAL – GAME OVER.

Princesa e Mário comemoram na frente do castelo corre em direção a bandeira e pula. (cena do final da fase do jogo).
Créditos.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Romance fantástico: Histórias do reino celeste

A ORIGEM.

...soa um casal de batidas preguiçosas...

N
a pequena nuvem que sobrevoa as terras do deus supremo, vive um Mulungu. Dizem que alimenta seu corpo através de folhas das árvores maiores e alguns pedaços de nuvens de chuva. Sentia-se exitado toda vez que Zorhuã, o ancião do segundo céu, mandava-lhe separar as tempestades pouco antes do por do sol. Não é um trabalho fácil, mas para um mulungu como Trohã, que fora discípulo do ancião do quinto céu das nuvens negruminas, é uma atividade de apenas três horas. Cumpre-nos dizer que o Jovem Trohã escondia um grupo de alegrias dentro de si. Ao invés de enviar alguns sopros para separar a multidão duma vez, detinha-se brincando de cometa. Talhava as extremidades das nuvens tempestuosas separando-as lentamente. Devido ao seu exótico hábito de trabalhar, conquistou fama entre os seres do espaço. Excitava-se, sobretudo, quando coletava matinalmente lágrimas de Grúdnos.
Os Grúdnos são demônios ferozes, assassinam qualquer vida que lhe apareça à frente. Costumam chorar enquanto dormem por dez dias seguidos, embora seu sono seja fragilíssimo. Dizem os mais velhos que os Grudnos choram em seu sono todas as mortes que causam durante sua vigília. Uma coleta equivale a uma pesca, para nós humanos, pois o esforço paciente é o mesmo. Depois de coletada, cada lágrima é cozida e misturada ao pó do caroço de huã, fruta típica das planícies do reino subterrâneo de Frunã, que fica abaixo do primeiro céu. Hectorã, um mulungu com traços Falakianos, engarrafa o licor que Trohã produz todo meio-dia. Quando não está em tempo de coletar lágrimas, os dois Mulungus perdem-se pelas ruas de Fridna vendendo seu produto. Os feiticeiros anciões chamam aquele mundo de Horioulus que significa “um mundo sobre outro” na língua Falakia, idioma universal dos nove céus. Ninguém faz a mínima idéia do motivo deste nome, pois não lhes interessa saber. Em Fridna, um dos nove reinos que compõe Hourioulus encontramos Trohã e Hectorã. É um lugar pacífico, poucos demônios se aventuraram invadi-lo e as tempestades são facilmente dominadas pelos mulungus mais inferiores. Nove anciões provincianos são responsáveis pela “articulação harmoniosa” de Fridna e também pela sua inclusão na “articulação suprema” do planeta Horioulus. A Cidade possui grande iluminação a noite e várias luminárias de raios constantes clareiam as nuvens, há casas espalhadas por todo lado e bem no centro, vê-se uma agigantada nuvem amarela cujo interior realizam os rituais de fortificação contra Grudnos e discussões acerca de novas formas de articular as relações aqui e acolá. É aí que se escondem os anciões feiticeiros.
Na primeira metade do quinto solstício, surgiu em Fridna um mulungu chamado Alveriãh, bastante sábio e politizado. Fez alguns discursos e aconselhou os anciões feiticeiros a aderirem uma nova perspectiva de articulação. Não desempenhava papel nenhum, em cidade alguma, por isso encontrou problemas com as sentinelas da cidade, mulungus restauradores da “ordem da articulação suprema”. Os habitantes de Fridna sabiam da dívida de Alveriãh com as autoridades, mas não sentiam desejo de entregar-lhe a justiça. Olhavam aquele mulungu, de ombros caídos, barbas enroladas e vôo ofegante, mas percebiam que quando discursava enchia seu espírito duma hercúlea vivacidade educada. Deixaram-no ficar na cidade, com a condição de que se pusesse a dormir sob vigília de dois mulungus de confiança. Solãh, o ancião do vôo, decidiu arbitrariamente que Trohã e Hectorã acolheriam e tomariam conta do velho sábio e ensina-lhe-riam as artes de temperar um bom licor de Huã.
A escuridão já havia engolido Fridna, e as tempestades mais arredias já perdiam a força e entregavam-se a mão possessa dos mulungus, que embora exaustos emanavam enorme poder. Hectorã ouviu um casal de batidas preguiçosas que se dissipavam no espaço solitário da oficina dos pequenos fabricantes. A porta gemeu, e o velho Alveriãh cruzou oficina adentro com um ofício seguro a mão. Hectorã certamente lhe queimaria as fuças, se não percebesse a autoridade daquele pedaço de papel posto a mão do velho invasor. “Diga-me o que faz em minha oficina, velho!” disse o fabricante “Não vê que já não há mais licor de huã?”. “Não vim pelo licor jovem mulungu, embora aceite uma dose se me conceder”. “Fui indiciado a permanecer nesta oficina sob tutelo de dois Mulungus que aqui vivem”. Hectorã mandou o velho entregar-lhe o ofício e se pôs a ler a luz de algumas luminárias que ainda clareavam o lugar. Mandou o velho sentar-se sob uma cadeira saltitante para que descansasse e lhe trouxe alguma bebida. A conversa entreteu por algumas horas até que Trohã finalmente chegou, cansado de tantas tempestades separadas.[1] O velho sorriu.




A lenda da ceresta.

Foram questões de dias até que Trohã e Alveriãh tornassem amigos confiados. As conversas fruíam como se fosse uma afeição serpenteada por anos. A amizade pela ilusão de amizade. Demasiadas noites foram aquelas em que conversaram sobre tudo, as aves, o licor, as articulações, e até sobre Grudnos.
Certa feita o jovem Trohã aproveitou o estoque de licor que sobrara das últimas receitas e propôs um brinde com o conquistado amigo sobre as nuvens nas extremidades da cidade. Uma vista total. Nomeavam exaustivamente os ofuscados reinos inferiores abaixo de seus pés. Foi que Alveriãh resolveu contar uma antiga lenda Grudniana para o amigo.
“Diz, a velha lenda que os Grudnos eram seres realmente fantásticos com um sistema de harmonia magistral, exemplo para qualquer povo que se dispusesse a copiá-los. Cada ser que compunha o conjunto emanava de si certa força individual[2]. No centro do território gruniano, havia uma caverna chamada de “ceresta”. Consistia, esta caverna em legitimar o grande controlador do poder amarelo. O controlador é a ponte que liga o conjunto grudniano a criação. As flores, o bosque, as aves, o rio e até a treva eram produto da vontade do conjunto grudniano. No entanto, esse controlador conjurava poderes e perigos, certezas e enganos, vida e morte. Os anciões grudnianos, por precaução, absorveram toda a treva para dentro da ceresta, onde, num compartimento secreto, repousa copiosamente. Certa manhã, um grudno bastante promissor resolveu tornar-se o novo controlador. Ganhou a confiança de seu conjunto rapidamente, entretanto o alertaram de jamais adentrar a sala secreta. Foi que por pura vontade, ou cegueira da razão empenhou-se a enfrentar a ceresta numa batalha quixotesca. Sofreu em silêncio por todas provas investidas pela ceresta até que duas portas deram luz aos seus olhos. Uma o levava de volta para Falakia[3] e a outra até a sala dos perigos. O jovem Grudno, sem a certeza que sua pretensão seria alcançada, sem pestanejar, cruzou a porta dos perigos...”

Trohã, profundamente curioso para ouvir o amigo, ordenou-lhe que prosseguisse a crônica. Alveriãh, nada respondia. Fitava concentradamente movimentos no horizonte de uma nuvem. Era Hectorãh que surgia entre a escuridão, profundamente irritado. “Eu ouvi a conversa, velho subversivo! disse o recém chegado”. “Eu já o alertei para não encher nossas cabeças com essas lorotas? A regra fridniana é clara ao dizer que não devemos relatar a história proibida, portanto vejo que transgrediu nosso preceito sagrado!”. Trohã viu-se no direito de vindicar o amigo velho, e pediu ao irmão que considerasse suas acusações. Nunca, nessa nova geração de mulungus, havia sido tocado na lenda proibida. Era justificada a curiosidade de Trohã que iminente e decisiva construía fagulhas de hostilidade para com o seu irmão. O velho sorria.


O artefato

Hectorã ainda conjurava fragrâncias e sabores em suas garrafas de licor quando viu surgir um arco-íres magistral cortando a cidade de Fridna. Dava ênfase ao amarelo significando somente uma coisa: ameaça a “articulação harmoniosa”. Transtornado, e totalmente invadido por um sentimento de culpa(?) abriu a porta da oficina e testemunhou o caos. Havia sentinelas por todas as partes, interrogando e imobilizando os mulungus. Sitiaram toda a cidade com uma temível tempestade cujas nuvens se faziam transparentes, tão diáfanas quanto o espelho de um lago, não fosse, é claro, pelo brilho dum sol escaldante que lhes castigavam os olhos.
Uma das Sentinelas incorreu pelos domínios da oficina e, com um ofício seguro a mão perguntou se ele conhecia algum Trohã. Prontamente respondeu que eram irmãos. A sentinela ordenou, então que a acompanhasse. A ordem se fez áspera e decisiva. Hectorãh hesitou. Um raio cobrejou entre os dedos da sentinela e, para Hectorãh, tudo pareceu silencioso para sempre.
O ardente mulungu finalmente voltava a si quando se deparou com uma cena realmente incrível. Quis saber onde estava. Calaram-no. Questionou novamente. Pelos dedos duma sentinela próxima, viu nascer outro raio. Prudentemente calou-se.
Era uma sala enorme e acolhia uma platéia silenciosa e atenta. No centro havia somente Hectorãh totalmente rendido e policiado por uma sentinela bastante eficaz. Sentiu-se impotente. À sua frente, um amplo altar se estendia longínquo, decorado e equipado com nove poltronas. O número lhe respondia todas as perguntas possíveis. Permaneceu alguns instantes perdido em seus pensamentos até que uma voz muito familiar estabeleceu contato. Era Zorhuãh, o soberano do segundo céu, aquele estendido sobre o reino dos antigos homens de areia. O ancião prontamente perguntou ao interrogado onde se encontrava o paradeiro do irmão fugitivo. Hectorãh, no entanto, se fez desorientado, pois não via o irmão já há algumas horas. O soberano, vendo sinceridade nos olhos do separador de tempestades, tratou de explicar-lhe o que estava realmente acontecendo.
A notícia fez Hectorãh sentir um frio na espinha que, se não fosse um mulungu diria que era um frio puramente humano: Trohã havia roubado a túnica sagrada. A platéia agitou-se. Houve contestação. Foi que uma grande porta à esquerda de hectorãh soou um gemido anunciando a entrada de alguém familiar; era Alveriãh totalmente rendido por três sentinelas. Eram dois prisioneiros, oito anciões, porém nove poltronas. Eis o mistério. Zoruãh sorriu.


[1]  Creio que o fato de dois mulungus morarem sob o mesmo teto tenha causado certo espanto ao leitor, mas cumpre-me dizer que os mulungus são seres assexuados e não possuem gênero algum.
[2] O poder de todos os integrantes da sociedade grudniana era conjurado e manipulado pelo “controlador”, que criava todas as coisas do mundo.
[3] Nome do antigo reino grudniano.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Guerra contra a guerra!

Leocir Ribeiro de Almeida.
1º 05
E.E.B. Machado de Assis

Era uma guerra sangrenta
Com muita destruição
Muitas pessoas morreram
Defendendo uma nação
Quando entram em combate
Nada toca o coração
Eles ficam bem armados
De espingarda e munição

Se querem me ver feliz
Ajudando alguém
Com este dom que Deus me deu
Ganhei muitos parabéns
Os amigos que me ajudaram
Para hoje eu ser alguém
Para quem puder viver em paz
Esse povo eu quero bem

Muitas guerras acontecem
só por causa d' ambição
Querem tudo que não podem
E dinheiro de montão
As pessoas inocentes
Quase morre de aflição
Para sair daquele inferno
Onde não tem união.

Por Deus são abençoados
Para as pessoas que não vejo
Vai meu abraço apertado
E para quem eu conheço
Eu já deixo o meu recado
Se morrer morro feliz e a Deus muito obrigado.

terça-feira, 29 de março de 2011

A História das navegações



Milene Alves do Prado
Sétima série.
Os navegadores navegavam para alcançar novas terras com ouro e coisas exóticas, para obter lucros.
Eles navegavam para trazer objetos, especiarias trazidas do oriente que eram os produtos mais valorosos, coisas exóticas, e também encontrar terras com ouro.
A vida nas embarcações não era fácil, não podiam tomar banho pois nos barcos não tinham banheiros, as fezes eram feitas de adubo pois eles tinham uma caixa de madeira com uma lavoura.
Eles enfrentavam também perigos como doenças sérias pois as conseqüências eram ruins, sem tomar banho e não ter um ambiente limpo, tinham bactérias,  tempestades no mar, podiam afundar o barco.
Eles acreditavam que o sol girava em torno da terra porque a terra era quadrada, e que o mar era povoado por monstros marinhos.
Mas todos nós sabemos que isso é um mito.


quarta-feira, 23 de março de 2011

O jogo da aparência

Retirado do blog da Mariana


Deus deu a cada ser humano a livre escolha e nos colocou num mundo de opostos: amor e medo. Por muito tempo escolhi o medo, e graças ao sofrimento entendi o porquê de tudo isso: a minha escolha é Deus. Se não fosse o sofrimento, nunca tomaríamos a escolha consciente de ser Um com Ele. Por isso agradeço ao sofrimento por ter-me ajudado a tomar essa nobre decisão.
Agora é o tempo em que termos que tomar a decisão final: Deus ou mais sofrimento, até escolhermos Deus. A decisão consiste no tempo: você escolherá Deus agora, ou irá esperar mais alguns milhões de anos até surgir uma nova oportunidade? A decisão final sempre é Deus, porque Dele fomos criados e sabemos em nosso coração que nada mais nos fará feliz, pois somos uma extensão de Seu Espírito. Cabe a nós decidir quando vamos deixar a ilusão da matéria e nos abrir à Sua Verdade.
Não há mais tempo para perder com futilidades. Se eu fosse dar um conselho a alguém, diria para deixar todas as ilusões da matéria, pedir a ajuda de Deus e colocar toda a sua energia no desenvolvimento do espírito. Não há tempo a perder.


Vejo pessoas que vivem o jogo da aparência. Definem o seu próprio valor baseado na opinião de pessoas cegas. Cegas, pois a única coisa que vêem é o lado externo, as posses, o que você veste, se tem gordura no cu, se tem estria na bunda... hahaha. Acho que baixei um pouco o nível. Qualé, minha gente! Vocês se importam mesmo com o que os cegos vêem? Realmente dão importância a isso tudo? Estão realmente dispostos a abaixarem a cabeça a essa baboseira toda? É mais vantajoso buscar a Verdade do Espírito, que preenche o coração de confiança, segurança e a certeza de ser amado, e amado pelo o que você verdadeiramente é.
Se alguém lhe julgar pela sua aparência, ore por essa pessoa. Mas se você não tiver paciência pra essas coisas, mande ela tomar no cu mesmo. Claro que por pensamento! E se liberta, não fique sofrendo com isso não, pois você não merece sofrer!


“Meus filhos, ainda é tempo de conversão. Hoje, agora mesmo, vós podeis rejeitar as atrações dessa onda e vos apegar à simplicidade, à humildade e ao desejo de fazer o bem. Deixai vossa teimosia, deixai todo desejo de acumular riquezas materiais, deixai vosso orgulho e ambição terrena e abraçai a minha misericórdia. Vós sucumbireis se não estiverdes amparados em mim.”

“Potencial do uso do vídeo e da TV”


Prof Eliane T.


O ato de ligarmos a nossa TV diariamente não nos remete imediatamente a reflexões de cunhos morais e éticos. O ato em si não nos faz telespectadores críticos, pois muitas vezes não observamos coisas simples como o horário e a classificação indicativa do programa. Pior que isso é não termos a possibilidade de acompanhar nossos filhos nessa jornada televisiva diária.
Ao observar a programação da Rede Globo, por exemplo, podemos observar que a maioria dos programas traz a faixa indicativa, que indica a faixa etária limite recomendada para cada programa. Vale ressaltar ainda que a classificação indicativa é um instrumento de informação e defesa para a criança, o adolescente, enfim para toda família que está ligada na programação da TV.
A emissora possui uma rotina diária de programas que vão desde programas infantis, telejornais, novelas, filmes e programas de auditório, como o Big Brother Brasil 11.
Falar sobre a natureza dos programas veiculados não somente na Rede Globo, mas também em outras emissoras nos faz pensar na programação como um todo. Agora, por exemplo, a rede globo está voltada completamente para o final do programa Big Brother Brasil 11. O programa é transmitido em um horário não permitido para menores de 14 anos, no entanto a emissora conseguiu alterar a classificação indicativa do programa supracitado junto ao Ministério da Justiça (MJ) de 14 anos para 12 anos.
Então pode-se questionar sobre o que verdadeiramente pretende-se incutir na cabeça de um adolescente nessa faixa etária, que na prática do seu dia a dia freqüenta a 6ª série do ensino fundamental e ainda não está com sua personalidade completamente formada, e que pior que isso muitas vezes não possui um adulto ao seu lado para ajudá-lo a refletir sobre as atitudes dos integrantes da “casa mais vigiada do Brasil”. Será que uma criança/adolescente de 12 anos está preparado psicologicamente para assistir as bebedeiras, cenas que insinuam sexo, palavrões, entre outros maus exemplos transmitidos através do programa? Poderíamos ir mais longe em nossa reflexão, pois se observarmos as propagandas feitas sobre o programa ao longo do dia, constataremos que são impróprios, pois são veiculados por exemplo durante o período da manhã no intervalo de programas como “Mais Você”e os que o sucedem nesse período. Será que isso está certo?
O Big Brother Brasil é um reality show feito por uma produtora holandesa de televisão chamada Endemol e é apresentado no Brasil pela Rede Globo. A Endemol é especializada em reality shows. Em 2001, a Endemol entra no Brasil através da formação de uma joint venture com a Rede Globo, a Endemol Globo. A empresa produz o Big Brother Brasil, Jogo Duro e Hipertensão outros formatos também são exibidos em quadros dentro do Caldeirão do Huck e Domingão do Faustão. Mesmo com a parceria com a Globo, a Endemol Globo também produz atrações para outras redes, como o Um Contra Cem e o Topa ou Não Topa, no SBT, Na Pressão, É o Amor, Zero Bala, Busão do Brasil na Rede Bandeirantes, O Último Passageiro na Rede TV e o Extreme Makeover Social na Rede Record.


Pode até ser um pensamento um tanto quanto simplista, no entanto tentar encontrar outra resposta para o que pretende-se transmitir através de programas como o Big Brother é até mesmo ingenuidade. Pois, com toda certeza o objetivo do programa é a audiência e fazer propaganda dos patrocinadores. Certamente esse e nem um outro dos programas citados tem como objetivo principal a educação.”Em janeiro de 2008, a revista Ilustrada, suplemento do jornal Folha de São Paulo, inquiriu três especialistas em educação e psicologia acerca do conteúdo do programa. Estes foram unânimes em afirmar que não há qualquer conteúdo válido para crianças, existe exploração da sensualidade e que prejudicam a formação da criança, como afirmou Carlos Ramiro de Castro. Para a professora de psicologia da educação Maria Silvia Pinto da Rocha o programa expõe as crianças à erotização precoce.”
E então, qual será o objetivo de quem planeja, organiza e transmite um programa como esse?


Referências Bibliográficas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Endemol
http://vilsonjornalista.blogspot.com/2009/03/ha-algo-de-podre-no-reino-da.html
http://audienciadatv.wordpress.com/2010/11/21/globo-muda-classificacao-indicativa-do-bbb-11/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Big_Brother_Brasil
http://www.uab.furg.br//file.php/350/p_01.htm
http://www.uab.furg.br//file.php/350/p_02.htm
http://www.uab.furg.br//file.php/350/p_03.htm
http://www.uab.furg.br//file.php/350/p_04.htm

quinta-feira, 17 de março de 2011

DIÁLOGOS FILOSÓFICOS - Heráclito versus Parmênides

HERÁCLITO VERSUS PARMÊNIDES
Alunas: Cleunice G. Fragoso e Crislaine Franco.

Navegando na internet, buscando mais conhecimento na Biblioteca Virtual, Parmênides e Heráclito decidem expressar seus pensamentos, dando uma aulinha sobre sua filosofia aos internautas de um site de relacionamento. E quem sabe por obra dos deuses, se "acham" no site e começam a discutir:
HERÁCLITO: Parmênides, você já leu a manchete do jornal de hoje?
PARMÊNIDES: E aquilo lá era manchete!? Mais parecia última página!
HERÁCLITO: Tá morrendo de inveja do meu artigo sobre os sentidos estar na capa...
PARMÊNIDES: Quase morri de rir sobre ele, foi bom começar o dia com humor, pois todo mundo sabe que os sentidos nos enganam.
HERÁCLITO: A inveja mata, seu tolo, por eles (sentidos) distinguimos o frio e o calor, sabores, ouvimos, vemos e cheiramos.
PARMÊNIDES: Não se iluda com isso, saiba que é um absurdo, eles são mentirosos e depois de morto, o corpo servirá de alimento para outros seres vivos e isso os sentidos não preveem. Por isso nada muda!
HERÁCLITO: Engana-se, tudo está se transformando ao nosso redor, "você não pode entrar em um rio duas vezes, pois na segunda vez, nem você, nem o rio serão os mesmos". Pode perder um fio de cabelo.
PARMÊNIDES: Você é que poderia perder esse seu pensamento sobre a realidade; ela sempre será a mesma, a pobreza e a riqueza existirá, nem meu pensamento mudará.
HERÁCLITO: Ah é!? Então você não cresceu? Ainda é um bebê? Sabe o que não cresceu, foi essa suas mente!
PARMÊNIDES: Meça suas palavras, causador de discórdia!!!
HERÁCLITO: É você quem acredita em amor? Em harmonia? Fique sabendo que a discórdia causa a transformação, é o mais forte sobre o mais fraco.
PARMÊNIDES: Amor é harmonia e é o que deveria existir entre os povos.
HERÁCLITO: Tolice, amor é fraqueza...
PARMÊNIDES: Blasfêmia contra o grande Parmênides, seu propagador de mentiras, os deuses te castigarão. E leia o jornal amanhã e verás na manchete o artigo em que venho trabalhando nestes últimos meses.
HERÁCLITO: Vou reclamar com o jornal. Colocam na capa qualquer porcaria que lhes mandam!
PARMÊNIDES: Nem me fala!



Trabalho apresentado por alunas do 2º ano do ensino médio na disciplina de Filosofia
Timbó Grande - E.E.B.Machado de Assis.


terça-feira, 1 de março de 2011

Anacronismo: Os romanos e seus costumes

Imagem A

Anacronismo: É a intrusão de uma época em outra. Pode ser evidenciado quando o observador encontra elementos que não correspondem com a realidade da  época analisada.
As imagens adiante, refletem a tentativa de representar os trejeitos de um cidadão romano.
Que elementos das imagens não correspondem com o contexto histórico da civilização romana?
Imagem B

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Relato dos memoráveis feitos de Sedovém e das gentes esquecidas no Sete de Setembro

José Jacó Moreira dos Santos.

 
I
O guarda está postado diante do alto portão da casa real. É meio dia.  O mundo parece silencioso para sempre em sua monotonia. Algumas crianças sujas esfregam-se numa brincadeira incerta. O guarda imóvel aprendera outrora com o seu superior, aquele canalha e espancador de mulheres, que um defensor deve zelar para além do poder de seu cansaço e jamais distrair-se. Aprendera, sobretudo que o limite das regras está no dever ser, na ordem. Transgredir as normas, no entanto, é uma prática que se faz desde o surgimento das primeiras convenções, e Sedovém muito bem o sabe.
O sol arde. Mulheres perambulam pela calçada de pedras, todas desavisadas. Há uma bracatinga feito banquinho às escondidas, cerrada em forma de toco bem acanalado com ferramenta de muita prática nos marasmos das sestas. Entretanto, senhoras e senhores, aquela tarde jamais seria como as outras dadas ao esquecimento. Nosso guardinha puxa o banco furtivamente com sua mão troglodita. Senta-se e ninguém o vê. Ninguém nessas terras de Portugal, ditas como de brasis, ou de além mar, ou de inferno tropical, observa guardas.
Ele recobra a consciência dum cochilo graças ao distante ruído de patas de cavalo. Sente pela avidez dos ouvidos um galopear preguiçoso pela estrada empoeirada. A poeira vem a toda força, traz consigo um cavalo e um homem, um sobre o outro. Sedovém, “o guarda”, olha como pode, a poeira machuca seus olhos, ofusca, vê um centauro tal como na descrição da professora Catarina em estudos sobre gregos, aquela mesma que o ensinou a ler e a escrever e que poderia tê-lo logrado do triste destino de ser um pobre-diabo-guarda, não fossem as fornicações do rapazinho com os animais aos arredores da escolinha.
Voltemos ao visitante. Estava fardado e não era um centauro, tinha boa aparência, era magro, as sobrancelhas eram encontradas, o rosto chupado e Sedovém o bem conhecia apesar do elmo: Era um dragão real. Sempre que a Sedovém era proporcionado um encontro desses, o corpo lhe provava que não tinha bons intestinos pois a qualquer desavença já estava a arriar as calças. O encontro facial o deixara ainda mais ansioso. Fazia-se de postura reta embora seus olhos negros revelassem a maior insegurança e insatisfação em receber este cavaleiro.
Deixe-me passar homem, ordenou o dragão, Deixe-me levar a muito mais nova do que boa notícia a dona Teresa Caetana de Bourbon e Bourbon, soberana e rainha dos reinos além mar de Portugal e Algarves, a mãe do louco que está do outro lado do bosque, lá donde se deita um rio de nome confuso, a gritar independência ou morte, estampilhando um destino de muito mais mortes que de independências, Ora, disse o anfitrião, bem sabes que não podes brincar assim com os nomes de nossa monarquia que nada querem com essa terra menos bela do que as de Portugal, quentes como o inferno, tristes como os índios que atiram flechas e tatus sobre nossas cabeças e tentam nos expulsar com impropérios pagãos. O homem do cavalo retirou o elmo que lhe cobria uns cabelos muito sujos e encaracolados, daqueles que chacoalham como molinhas sobre a cabeça, dos que muito lembram os raios de Apolo, senhor do sol. Dirigiu-se com arrogância ao soldadinho diminuído feito um cão que balanga o rabo, falou-lhe sem rodeios, Saia da minha frente e deixe-me passar antes que a vida miserável que lhe inspira lho seja rechaçada pela imponência de minha espada. Palavras não ditas e Sedovém logo desculpou-se. Tentou algumas justificativas mas o homem o ignorou. Seguiu adiante após apear e entregar as rédeas a Sedovém que incorreu portão adentro para acomodar o cavalo.
Demoraram-se nas conversas, dragão e rainha, tanto que Sedovém pôde refletir muito. Sentado em seu banquinho maculado pelas estrias das limas lembrou-se da professora Catarina. Lembrou-se dos dias remotos em que se masturbava as escondidas remetendo todo seu amor a professora, que de curvas muito pouco tinha, mas o porte de gladiador do corpo, os seios acabaçados e as coxas fartas lhe davam boa vantagem sensual. Lembrou-se, sobretudo do dia em que fora encontrado pela musa trancafiado na despensa da escolinha, banhado num suor misturado ao arroz dos sacos furados, todo desacordado, sofrido pela sufocação, perdido e pensando nela. Foi expulso e para lá nunca mais retornou.
Posto novamente ao banquinho chorou as mágoas do passado, pediu aos céus que lhe dessem uma utilidade nessa vida, pediu que o destino lhe pregasse uma peça. Perdido no labirinto de seus pensamentos viu emergir do portão um escravo pequenino, barrigudo de olhos fundos que lhe informou com timidez um recado vindo de dentro da alcova real. Arrumou-se como pôde, deu de mão numa vareta que havia ao lado e ameaçou o menino que sumiu espavorido entre a poeira do terreiro.
Porta adentro viu a alcova real que jamais vira e jamais veria novamente. Um salão vasto, ornado de quadros dinásticos delatores dum absolutismo conhecido por Sedovém. Bem no centro havia uma mulher sentada numa cadeira elegante. Uma mulher quase horrenda, ossuda, com uma espádua acentuadamente mais alta do que a outra, uns olhos miúdos, a pele grossa que as marcas de bexiga ainda faziam mais áspera, o nariz avermelhado. Era pequena quase anã claudicante. Uma alma ardente, ambiciosa, inquieta, sulcada de paixões, sem escrúpulos, com os impulsos do sexo alvoroçados. Era Carlota Joaquina.
O dragão arrogante estava de pé diante das circunstancias. Recusou-se a sentar em sinal de respeito e sequer olhou Sedovém quando este surgiu atônito por entre a sala. Enquanto o cheiro de suor substituía os odores de perfumes e incensos, Carlota Joaquina tratou logo de adiantar o caso. Com um lencinho velando as narinas, levantou-se da cadeira de outrora, seja para acalmar o formigamento das pernas, seja pela formalidade do ato, estendeu a mão para que Sedovém a beijasse.
É trágico, caro leitor, mas se o intento de narrar essas anedotas deve ser consumado, é necessário, sobretudo, que se fale dos detalhes até mesmo daqueles mais constrangedores. O guarda de joelhos diante da anã claudicante tem os intestinos fervescentes, derrama um suor febril e lhe vem à vontade (força do hábito?) de arriar as calças e encontrar a paz. Não há tempo, nunca há. A tarde do sete de setembro se vai esgotando e o guarda precisa obedecer. E assim, por hora, o faz.
Através das cortinas transparentes da alcova real, a Megera de Queluz observa o sol alumiando o gramado do bem cuidado jardim cercado por muretas de ipomeas e o céu ímpio encetado por algumas nuvens esparsas. E assim, turvada pelas safadezas do filho, magoada e sofrida pelas conspirantes notícias, sente o calafrio que haverá de atormentá-la pelo longo período de exílio nalgum palácio qualquer.
Sedovém está para lá adiante, alheio ao mundo que o cerca, arrumando selas e escovando os animais para que sejam dignos de emprestar seus lombos às vorazes coxas reais. Num instante qualquer surge novamente o escravo pequenino, barrigudo de olhos fundos que o cerca de olhares travessos. Entre as vistas insignes dos cavalos põe-se novamente a refletir.
 A História deslembrou os detalhes da restante vida de Sedovém, o que sabemos, entretanto, é que naquele mesmo instante singular em que fora mira dos olhos pasmados da megera deu-se conta do imenso poder de que dispunha. Atracou-se numa fracassada tentativa de espantar cavalos, seguido do escravinho que ainda o olhava sem ciúme, e puseram-se a cavalgar rapidamente, não o menino, pois este sentindo o perigo tornou-se invisível entre as árvores do desmedido jardim real, mas cavalos e cavaleiro, na tentativa vã e tênue de impedir a fuga de Dona Carlota Joaquina para o velho mundo.
Da ruela que trespassava o jardim real, senhoritas e bajuladores puderam ver e ouvir o tiro desferido contra Sedovém. O dragão estava ainda a arrumar-se quando notou a algazarra dos cachorros e a batucada das patas dos cavalos que delataram o seu engenhoso plano. Nem mesmo a desmesurada constelação de cavalos que cercara Sedovém pôde lográ-lo do triste destino de morrer como conspirador.